
Recentemente o Central exibiu o filme Valsa com Bashir, um depoimento esclarecedor sobre como os judeus incorporaram territórios palestinos na base da pancada e da carnificina.
O próprio Barack Obama alertou que, para um real processo de pacificação entre palestinos e judeus, seria necessário que Israel retrocedesse às fronteiras anteriores à Guerra dos Seis dias. Porém a proposta foi rechaçada com violência pelos políticos de direita que compõem a maioria do congresso norte americano, e é claro, por Israel.
O povo palestino está pedindo que a ONU reconheça a Palestina como um Estado, assim como reconheceu o Estado de Israel no século passado. Mais de 120 países já abraçaram essa iniciativa, porém para ingresso na ONU é preciso obter uma maioria de nove votos e nenhum veto dos cinco países com esse direito (EUA, França, Reino Unido, Rússia e China). Porém, o mesmo presidente americano, Barack Obama, coagido pelas forças ultraconservadoras, já anunciou que vai ser contra.
A legitimidade do estado palestino não vai trazer uma solução para esse conflito do dia pra noite, mas o reconhecimento vai mudar a dinâmica e começará a destravar as portas para a liberdade e a paz. Israel não larga o osso e o pau tá quebrando nas províncias ocupadas. Até armamento de judeus civis, por parte do exército, tá rolando, e um palestino já foi morto.
Buscando garantir os valores e visões da sociedade civil global, sobre questões de interesse internacional, a organização Avaaz (que significa “voz” e “canção” em várias línguas) está colhendo assinaturas em prol do estado palestino. Não dá pra ficar calado, afinal, quem cala consente.
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