O período é indeterminado visto que o Teatro Municipal de Vila Velha será reformado (por oito meses a partir de Janeiro/2010).
Enquanto estamos "sem-teto", a equipe do cineclube vai reestruturar a grade de programação, que compreende novo(s) lugar(es) de exibição, possivelmente com novo(s) dia(s) para a realização das sessões.
Assim que estiver tudo pensado e estruturado, publicaremos a programação e enviaremos emails convidando o público.
A equipe conta com a participação e sugestão do público que acompanha as sessões de todas as quartas para podermos continuar as exibições. Deixe sua colaboração em forma de comentário no blog, comunidade e perfil no orkut (veja link´s na coluna da direita), ou via email (cinecentral@gmail.com).
Esperamos podermos ter condições de continuar as exibições tão cedo quanto o possível, tendo em vista a necessidade do público que frequenta o cineclube.
CONTATOS CINECLUBE CENTRAL: www.cineclubecentral.blogspot.com cinecentral@gmail.com 'perfil' e 'comunidade' no orkut (veja link´s na coluna do lado direito)
O Cineclube Central tem o prazer de convidar a todos para a que será a última sessão do ano: Filme: "Bang Bang", de Andréa Tonacci + Lançamento do livro "A Fábrica", de Danilo Ferraz
.
.
Exibição do filme "Bang Bang" Brasil / 90 minutos / ficção / 1971 / PB
Direção e Roteiro: Andréa Tonacci
Elenco: Paulo César Peréio, Abrahão Farc, Jura Otero, Ezequias Marques
..
Três criminosos um tanto estranhos. Um cego, um bacana embecado e o terceiro um travesti. Os três se encontram numa perseguição com um homem neurastênico que, durante a realização de um filme, se vê envolvido em várias situações como o romance com uma bailarina espanhola.. O filme foi lançado em 1970/71, entretanto não conseguiu ser programado no circuito comercial, ficando restrito a cineclubes e salas alternativas. Foi, por outro lado, convidado a participar na prestigiosa Quinzena de Realizadores do Festival de Cannes.
..
O talento excepcional de Andrea Tonacci fez de Bangbang, com suas imagens radicais e inventivas, um verdadeiro filme-laboratório. Durante muito tempo, é a esse filme que todos os experimentadores do cinema no país precisarão se voltar, para nele colher a experiência da liberdade e os variadíssimos ingredientes estilísticos e narrativos que o diretor soube oferecer na forma de cristais puros. A começar da extraordinária fotogenia urbana de Bangbang, que tanto tem a ensinar aos realizadores brasileiros — muitos deles incapazes de filmar suas cidades fora do padrão publicitário telenovelístico. É impressionante que o filme tenha como parte dominante de seu “cenário” a provinciana Belo Horizonte dos anos 1960-70. O modo como Tonacci transforma essa cidade num dos ambientes do cinema moderno brasileiro é um verdadeiro tour de force. Filme construído nos planos, mais que na montagem e no enredo, Bangbang destina à câmera uma autonomia explosiva. A segurança com que ela percorre ruas, invade interiores, segue personagens e também afronta estaticamente a cena é muito, muito humilhante para diretores medianos, que ficam a elucubrar, por minutos, se passam ou não do plano médio para o plano geral. Em Bangbang, Tonacci é completa vontade de potência cinematográfica. E, afinal, Bangbang é um filme policial, em tom de sátira, cujos fundamentos provêm tanto das histórias em quadrinhos quanto do cinema burlesco. A narrativa quase não interessa, e mais um pouco até atrapalharia. Importa ao diretor extrair do personagem a sua intensidade visual e reduzir as cenas à condição de puro acontecimento cinematográfico, ou seja: de ilusionismo e catástrofe. Por isso este filme, sempre deliciosamente juvenil, amadurece como um dos documentos por excelência de sua época.
Alcino Leite Neto
.
.
Lançamento do livro "A Fábrica":
''Um antilivro da antipoesia do século 21. A Fábrica é uma coleção de poemas experimentais escritos há mais de 10 anos, que eu finalmente reuni num livro que foi agraciado com o incentivo da Lei Cultura & Arte de Vila Velha/ES, e tem seu lançamento pela Editora Cousa. A cidade de Vila Velha faz parte do cenário do livro, assim como seu entrelaçamento com vários temas comuns da mente poética de um jovem de vinte e poucos anos, sempre bem acompanhadas com outras linguagens: o cinema 'udigrudi brasileiro' do fim da década de 60, o rock inglês e até mesmo as referências de outros poetas brasileiros marginais da década das 70, como Paulo Leminski e Cacaso.''
Danilo ferraz
.
clique para ampliar
.
''Num passeio de grande destreza pelos subsolos, e em áreas obscuras e também reluzentes da Música, do Cinema, do Teatro, e do cotidiano cruel, Danilo Ferraz consegue alegorizar com sua produção literária visceral, a difícil coexistência harmoniosa do par “referências consistentes/originalidade na criação”. Satisfação garantida! Não é inseticida malhada: extraviada dos escritórios inacessíveis d’O Castelo, ressemantizadas em laboratórios clandestinos onde TRÁFICO de mais fluxo é o de INFORMAÇÃO/INOVAÇÃO, e MOEDA mais corrente é a TRANSFORMAÇÃO/RENOVAÇÃO. O libelo de sua obra é seco, ríspido, na lata, sincero, sem dó, nem lar, num mar, sem deuses, num deserto desesperado, disseminando e diversificando sementes.Cultivar e não cultuar, é essa a sugestão do próprio autor nas narrativas tecidas em A FÁBRICA. Boa colheita.''
Sandro Juliati - cientista social e vocalista do Mukeka di Rato
.
Livro: A Fábrica
Autor: Danilo Ferraz
Editora Cousa
96 páginas
Preço: R$ 10,00
.
.
ONDE? Cineclube Central – Teatro Municipal de Vila Velha/ES, Pç. Duque de Caxias, Centro
QUANDO? 16/12/2009 (quarta-feira)
HORA? 20h
QUANTO? ENTRADA FRANCA
.
CONTATOS CINECLUBE CENTRAL: www.cineclubecentral.blogspot.com cinecentral@gmail.com
'perfil' e 'comunidade' no orkut (veja link´s na coluna do lado direito)
II FESTIVAL GELÉIA GERAL - mostra livre de vídeos e idéias
Festival de filmes para o público.
.
Mais uma vez o Cineclube Central abre o espaço e a tela para exibição de produções independentes e alternativas realizadas pelo público.
.
Seja ficção, documentário, animação, vídeo-clipe, vídeo-arte, vídeo-experimental ou algo inclassificável, não importa, traga seu filme e exiba coletivamente, sem segregação, sem cortes e sem frescura!!!
.
O Objetivo do FESTIVAL GELÉIA GERAL é democratizar o espaço de exibição, gerando oportunidade para que produções locais e feitas pelo público sejam contempladas e discutidas.
.
Os interessados em exibir seu(s) material(is) deverão levar o(s) filme(s) gravado(s) em DVD ou em PEN DRIVE (formato AVI) a partir das 18:30h no dia 09.12 no Teatro Municipal de Vila Velha e se inscrever com alguém da produção (BRUNO | PEDRO | DANILO).
.
Os filmes serão exibidos de acordo com a ordem de inscrição, a partir das 20h e “só termina quando acabar”.
ONDE? Cineclube Central – Teatro Municipal de Vila Velha/ES, Pç. Duque de Caxias, Centro QUANDO? 09/12/2009 (quarta-feira) HORA? 20h QUANTO? ENTRADA FRANCA
.
CONTATOS CINECLUBE CENTRAL: www.cineclubecentral.blogspot.com cinecentral@gmail.com
'perfil' e 'comunidade' no orkut (veja link´s na coluna do lado direito)