domingo, 13 de dezembro de 2009

16.12.09 - Filme "Bang Bang", de Andréa Tonacci + lançamento do livro "A Fábrica", de Danilo Ferraz


O Cineclube Central tem o prazer de convidar a todos para a que será a última sessão do ano:
Filme: "Bang Bang", de Andréa Tonacci

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Lançamento do livro "A Fábrica", de Danilo Ferraz
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Exibição do filme "Bang Bang"
Brasil / 90 minutos / ficção / 1971 / PB

Direção e Roteiro: Andréa Tonacci
Elenco: Paulo César Peréio, Abrahão Farc, Jura Otero, Ezequias Marques

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Três criminosos um tanto estranhos. Um cego, um bacana embecado e o terceiro um travesti. Os três se encontram numa perseguição com um homem neurastênico que, durante a realização de um filme, se vê envolvido em várias situações como o romance com uma bailarina espanhola. .
O filme foi lançado e
m 1970/71, entretanto não conseguiu ser programado no circuito comercial, ficando restrito a cineclubes e salas alternativas. Foi, por outro lado, convidado a participar na prestigiosa Quinzena de Realizadores do Festival de Cannes.
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O talento excepcional de Andrea Tonacci fez de Bang bang, com suas imagens radicais e inventivas, um verdadeiro filme-laboratório. Durante muito tempo, é a esse filme que todos os experimentadores do cinema no país precisarão se voltar, para nele colher a experiência da liberdade e os variadíssimos ingredientes estilísticos e narrativos que o diretor soube oferecer na forma de cristais puros. A começar da extraordinária fotogenia urbana de Bang bang, que tanto tem a ensinar aos realizadores brasileiros — muitos deles incapazes de filmar suas cidades fora do padrão publicitário telenovelístico. É impressionante que o filme tenha como parte dominante de seu “cenário” a provinciana Belo Horizonte dos anos 1960-70. O modo como Tonacci transforma essa cidade num dos ambientes do cinema moderno brasileiro é um verdadeiro tour de force. Filme construído nos planos, mais que na montagem e no enredo, Bang bang destina à câmera uma autonomia explosiva. A segurança com que ela percorre ruas, invade interiores, segue personagens e também afronta estaticamente a cena é muito, muito humilhante para diretores medianos, que ficam a elucubrar, por minutos, se passam ou não do plano médio para o plano geral.
Em Bang bang, Tonacci é completa vontade de potência cinematográfica. E, afina
l, Bang bang é um filme policial, em tom de sátira, cujos fundamentos provêm tanto das histórias em quadrinhos quanto do cinema burlesco. A narrativa quase não interessa, e mais um pouco até atrapalharia. Importa ao diretor extrair do personagem a sua intensidade visual e reduzir as cenas à condição de puro acontecimento cinematográfico, ou seja: de ilusionismo e catástrofe. Por isso este filme, sempre deliciosamente juvenil, amadurece como um dos documentos por excelência de sua época.

Alcino Leite Neto


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Lançamento do livro "A Fábrica":

''Um antilivro da antipoesia do século 21. A Fábrica é uma coleção de poemas experimentais escritos há mais de 10 anos, que eu finalmente reuni num livro que foi agraciado com o incentivo da Lei Cultura & Arte de Vila Velha/ES, e tem seu lançamento pela Editora Cousa.
A cidade de Vila Velha faz parte do cenário do livro, assim como seu entrelaçamento com vários temas comuns da mente poética de um jovem de vinte e poucos anos, sempre bem acompanhadas com outras linguagens: o cinema 'udigrudi brasileiro' do fim da década de 60, o rock inglês e até mesmo as referências de outros poetas brasileiros marginais da década das 70, como Paulo Leminski e Cacaso.''

Danilo ferraz

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''Num passeio de grande destreza pelos subsolos, e em áreas obscuras e também reluzentes da Música, do Cinema, do Teatro, e do cotidiano cruel, Danilo Ferraz consegue alegorizar com sua produção literária visceral, a difícil coexistência harmoniosa do par “referências consistentes/originalidade na criação”. Satisfação garantida! Não é inseticida malhada: extraviada dos escritórios inacessíveis d’O Castelo, ressemantizadas em laboratórios clandestinos onde TRÁFICO de mais fluxo é o de INFORMAÇÃO/INOVAÇÃO, e MOEDA mais corrente é a TRANSFORMAÇÃO/RENOVAÇÃO. O libelo de sua obra é seco, ríspido, na lata, sincero, sem dó, nem lar, num mar, sem deuses, num deserto desesperado, disseminando e diversificando sementes.Cultivar e não cultuar, é essa a sugestão do próprio autor nas narrativas tecidas em A FÁBRICA. Boa colheita.''

Sandro Juliati - cientista social e vocalista do Mukeka di Rato

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Livro: A Fábrica

Autor: Danilo Ferraz

Editora Cousa

96 páginas

Preço: R$ 10,00

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ONDE? Cineclube Central – Teatro Municipal de Vila Velha/ES, Pç. Duque de Caxias, Centro
QUANDO? 16/12/2009 (quarta-feira)
HORA? 20h
QUANTO? ENTRADA FRANCA

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CONTATOS CINECLUBE CENTRAL:
www.cineclubecentral.blogspot.com
cinecentral@gmail.com
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