
Brás Cubas, que vivera no século XIX, do além túmulo faz uma reflexão sobre sua vida de

homem rico e descobre a evidência de ter sido um sujeito de existência medíocre. Suas memórias póstumas são um desfile de personagens que compõe um mosaico da sociedade brasileira arcaica e retrógada, carente de razão humana, da qual Brás Cubas foi um expoente.
Baseado no romance Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis.
Ficha TécnicaTítulo Original: Brás Cubas
Gênero: Drama
Duração: 92min
.Lançamento (Brasil): 1985
Distribuição: Embrafilme
Direção: Júlio Bressane
Trecho do filme:http://www.youtube.com/watch?v=jIFsiCcBRwQElenco:
Luiz Fernando Guimarães

Bia Nunes
Regina Casé
Wilson Grey
Ankito
Thelma Reston
Colé Santana
Maria Gladys
Cristina Pereira
- Filme: Brás Cubas (Júlio Bressane)- dia 10/12/08 (quarta-feira) - 20h --Teatro Municipal de Vila Velha- ENTRADA FRANCA- desaconselhável para menores de 16 anosCONTATO CINECLUBE CENTRAL:
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JÚLIO BRESSANEentrevista e bio
Um digno representante do cinem marginal brasileiro, Júlio Bressane começou a fazer cinema como assistente de direção de Walter Lima Júnior, em 1965.
Em 1967 estreou como diretor com "Cara a Cara", sendo selecionado para o Festival de Brasília. Em 1970 fundou a Belair Filmes em sociedade com o também cineasta Rogério Sganzerla. Eles optaram por um modelo de realizar filmes de baixo custo e produção e com isso conseguiram rodar seis longas-metragens em apenas seis meses. Dirigiu entre varios filmes ''A Família do Barulho'', ''Matou a Família e Foi ao Cinema'' e ''O Anjo Nasceu''.
Ele chegou a se exilar em Londres, no início dos anos 70, mas voltou ao Brasil alguns anos depois e fez um filme atrás do outro, usando a chanchada e o deboche como suas principais características.
Seu último filme, "Cleópatra", foi apresentado no Festival de Cinema de Veneza de 2007, fora da competição, além de ter sido premiado como melhor filme do 40º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, em novembro de 2007. Abaixo, uma entrevista dada pelo site cinesemana:
Como você começou no cinema?- Eu comecei a fazer cinema com dez anos de idade, ganhei uma câmera de presente e um projetor e comecei a fazer filmes. Foi assim que eu comecei.
Quais as influências para realização dos seus filmes?- Minhas principais influências vieram da leitura sistemática que eu fiz ao longo da minha vida. Autores como Dante, Camões, Shakespeare sempre estiveram muito próximos a mim. No meu ponto de vista, nunca dividi o cinema em escolas, eu sou um especialista em cinema mudo. Eu comecei a me interessar pelo cinema que se fazia no início e até hoje tenho mais interesse em cinema mudo do que falado.
Você dirigiu mais de 40 filmes. Como você avalia o fazer cinema hoje comparado com o daquela época?- Não sei avaliar isso. Fazer cinema pra mim sempre foi uma necessidade. Eu faço cinema por necessidade. Eu tenho uma necessidade do cinema. Sempre foi muito difícil e sempre foi um esforço muito grande.
Como você vê o cinema nacional nos dias de hoje?- Do ponto de vista artístico, o cinema brasileiro, hoje, está com a imagem esterilizada. Um trabalho longo, que no decorrer destes últimos 36 anos foi feito com muito método, com muita atenção e muita diligência. Foi esterilizado o que havia de artístico na imagem do cinema brasileiro. Transformaram nisso que o cinema brasileiro está hoje, um cinema de executivos e de burocratas, quer dizer, a imagem artística foi minuciosamente, milimetricamente e cuidadosamente esterilizada.
O que você está produzindo agora e quais os próximos projetos?- Estou trabalhando em dois projetos, são dois longas-metragens. "A Erva do Rato" será lançada este ano e estou preparando um outro, que se chama "O Beduíno".